Imagem: Tempos Modernos, de Charlie Chaplin.

Abaixo, um texto espalhado por e-mail vindo de dentro da minha igreja, e minha reação com ele, logo abaixo.

Nomes ocultados para não-exposição. Quem tinha de saber quem é, já sabe. Posto pois acho que pode ser a situação de muitos hoje.

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A Paz do Senhor a todos

 

Queria compartilhar com todos uma tristeza que abateu meu coração.

Trabalhando e ouvindo o CD do André na véspera de um final de semana prolongado, me veio uma saudade muito grande da minha igreja.

Meu filho hoje sai pra um retiro junto a igreja Quadrangular. Gloria a Deus por isso!

Mas perguntei sobre alguns jovens amigos dele se iriam, e ele me respondeu que não, porque na igreja deles também teria uma programação nesse final de semana.

Já recebi dois convites de outras denominações para programações especiais nesse final de semana.

Ai, pensei: E minha igreja?

Ah! Estamos em obra, certo?

Mas, e se não estivéssemos?

Será que estaríamos reunidos?

Será que alguma programação em especial seria realizada?

Ou melhor ainda: Será que a igreja no seu todo participaria?

Vejo líderes abrindo mão de seu tempo de sua família, tentando aqui e ali “animar” em vão as pessoas pra alguma coisa.

“Animar” é triste mais é esse o termo mesmo.

Não estou triste porque meu filho vai nesse retiro, sei que Deus tem algo especial pra ele nesse lugar e claro que sei que Deus esta em todos os lugares.

A minha tristeza é porque, amo minha igreja, amo meus Pastores, minhas irmãs, irmãos, as crianças, aliás as crianças que vi crescerem e hoje se tornarem jovens e adolescentes  e que pra mim são como “sobrinhos” mesmo,  pois a maioria me chamam de “tia”.

Minha tristeza é porque muitos hoje não tem mais “tempo” ou “motivação” para estarem ”na nossa casa, nossa igreja”

Ou porque os namorados não gostam de lá , ou porque a igreja tal é muito mais legal as pessoas são muito mais especiais, mais espirituais, ou lá tem muito mais atividades etc, etc, e etc…

Onde será que o fogo do  nosso amor começou a “esfriar”?

Que saudade de ver a igreja cheia, não só em quantidade mais em motivação.

Que saudade de ver todos fadigados pelos trabalhos realizados e não pelo desanimo

Que saudade do meu primeiro amor.

Me pergunto e gostaria que todos nós como corpo perguntássemos

O que tenho feito pra isso não acontecer?

Não é direcionar as responsabilidades  e culpas pra ninguém, é pra nós mesmos, quero que Deus fale comigo, quero que me mostre e me capacite.

Vamos orar por isso.

É isso que queria compatilhar com vcs.

Porque na verdade o que eu queria era que em breve nossa igreja estivesse distribuindo em outras denominações convites para eventos especiais e não só os recebendo.

Com muita alegria no coração e declarando

“Alegrei-me quando me disseram: Vamos a casa do Senhor!” (Sl 122:1)

Fiquem com Deus

“Tia XXX”

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Graça e paz a todos.

 

Confesso que, como grande parte dos que lerão isso, não tinha me atentado a esse ponto. Realmente, unidade e motivação tem passado longe da NOSSA igreja, do NOSSO quintal. Isso não é segredo para ninguém, não enxerga quem não quer. Cultos cada vez mais esvaziados sob o pretexto de que são pouco atraentes.

Sinceramente, eu gostaria de saber a definição de “atraente” para alguns de nossos jovens, adolescentes e todos aqueles que se ausentam das atividades da igreja, mas principalmente do CORPO por esse motivo. Talvez atraente sejam as baladas “gospel”. Talvez o atraente sejam as músicas agitadas que “facilitam” a adoração. Não sei que tipo de adoração é essa. Estamos sendo a geração de verdadeiros ADORADORES ou a geração dos verdadeiros AGITADORES?

99,9% dos que leram o que escrevo devem estar pensando: “Que conservador! Os tempos mudaram!”. Concordo! Da mesma forma que os tempos evoluiram, a Igreja também foi se adequando a essas mudanças. Mas tudo tem um determinado limite. Qual o próximo passo? Colocarmos ringues de boxe no lugar dos “tradicionais” púlpitos? Já vimos que isso acontece em algum lugares. Se momentos de adoração, ou até de oração, não são mais “atrativos”, eu não sei mais o que pode ser. A Igreja tem contagiado o mundo, ou o contrário?

Sem fugir muito do assunto, também me pergunto sobre qual a imagem de Igreja temos passado. Ou melhor, qual a imagem de seguidores de Cristo temos passado? As pessoas que entram na Igreja contagiam-se com nossa alegria e comunhão? É perceptível o diferencial entre nós e quem está de fora? Tome o lugar dessas pessoas: Pense como um visitante que acaba de entrar na NOSSA igreja e se depara com a situação atual. Você se sentiria atraido?

Termino minhas palavras com as frases que mais chamaram a minha atenção no texto:

“Que saudade de ver a igreja cheia, não só em quantidade mais em motivação.

Que saudade de ver todos fadigados pelos trabalhos realizados e não pelo desanimo

Que saudade do meu primeiro amor.”

Esse sentimento também é SEU, tenho certeza.

Abraços,

Rodrigo Gomes (Tato)

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Sobre Rodrigo Gomes

Um apaixonado por Jesus e que quer, cada vez mais, tornar-se semelhante a Ele. Buscando um coração justo e sincero, e o amor ao próximo.

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