Estamos às vésperas de mais uma eleição. O futuro da nação novamente está em nossas mãos. E, nessa hora, quem escolher? As opções são muitas, é verdade. Mas quantidade não significa qualidade. Talvez por essa falta de opções, os evangélicos resolvem tomar a decisão mais óbvia, em tese: Votar em outro cristão. O raciocínio lógico, em partes, está correto. Mas até que ponto política e religião se misturam? É sobre isso que quero discutir, sem tomar nenhum partido para nenhum político envolvido nessa eleição. Tudo o que falo e falarei aqui abrange um contexto geral e não um candidato em específico.

O candidato religioso, seja ele de qualquer religião, geralmente se anuncia como tal, apresentando muitas vezes o seu “nível eclesiástico” na campanha. Padre isso, Pastor aquilo. Até ai, nada demais, apesar de eu achar desnecessário. Porém, geralmente suas campanhas baseiam-se apenas nisso. “Eu, pastor fulano, peço votos para toda a comunidade evangélica do Brasil”. E acabou. Ou se apresentam alguma proposta, ela, em geral, tem relação com a sua religião, como prometer mais liberdade aos evangélicos ou algo do tipo.

Egoísta, não? Eleger alguém pelo simples fato de ele ser um religioso, ou por fazer alguma coisa em relação a uma parte da população que pensa como ele. Mas os argumentos são diversos, sendo que o mais usado é que determinado candidato pode ser usado como ferramenta de Deus lá dentro. Não duvido do sobrenatural de Deus, mas estamos falando do futuro de uma nação. A religião de alguém não pode determinar a competência deste para tamanha responsabilidade. E, sinceramente, quem faz campanha pedindo voto pra crente somente dizendo que é crente, está sendo oportunista e está querendo te usar, e não ser usado como ferramenta de Deus.

Posso parecer muito cético em minha opinião, mas eu não olho a religião para escolher alguém para determinar o futuro do país. Exemplos de políticos religiosos que frustraram não faltam. Eu ainda prefiro ver as reais propostas e ver o que o candidato vai fazer para um bem geral, e não de apenas uma parte da população. O que não anula os evangélicos. Se for um destes e evangélico, melhor ainda. Mas votar apenas pelo apelo religioso é não saber separar as coisas.

Abs,

Rodrigo Gomes (Tato)

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Sobre Rodrigo Gomes

Um apaixonado por Jesus e que quer, cada vez mais, tornar-se semelhante a Ele. Buscando um coração justo e sincero, e o amor ao próximo.

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  1. Flavia disse:

    Ola Rodrigo,

    Concordo com você em partes, realmente não é porque o candidato se diz cristão eu vou votar nele, analisar a proposta politica é valido, porém eu também não votaria num “bom” candidato só porque tem boas propostas se sua religião por exemplo for fora dos principios de Deus.

    Deus diz que devemos obedecer nossa autoridade então devemos saber escolher, e acredito sim, que tenha pessoas compromissadas com Deus e que possam nos representar.Me perdoe se compreendi mal o que você quis dizer, mas pra mim seu comentario pareceu um tano agressivo, poderia ter falado isso de uma outra forma. Fique na Paz do Senhor até logo

    • Rodrigo Gomes disse:

      Entendo o que quer dizer, apesar de não ver nenhuma agressividade no meu post. Enfim, acho que existem coisas que não se misturam. Acho sim que um representante evangélico seria importante, como disse no último parágrafo. Mas só a sua religião não é o suficiente para mim. E enquanto não ver um religioso, seja lá de qual religião seja, apresentar propostas concretas além do apelo religioso, vou manter a minha opinião.
      Sobre alguém para nos representar, acho legal, mas nem tanto necessário. O poder está sempre nas mãos do povo em uma democracia. Não necessariamente um presidente ou governador evangélicos são necessários para fazermos a diferença. Acho que religião e política não podem se misturar tanto assim. Ao longo da história vimos que isso não dá certo.

  2. Ivan Lucas disse:

    O candidato de Cristo pode existir, porém é necessário cuidado ao depositar todas as esperanças em alguém. Analisar as propostas, a ficha e até mesmo o caracter de cada um é imprescindível para tomar uma decisão. Mesmo assim todos somos seres humanos sucessivos ao erro, mas se formos olhar para o rumo que o nosso país está tomando, creio que este é o momento de entrarmos na história. Ester, Davi entre outros são exemplos claro do agir de Deus na política de um povo. Tenho a convicção que essa eleição vai marcar um novo tempo no Brasil, seja para o bem ou para o mau. A decisão está em nossas mãos!

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