Em época de eleição, as discussões mais polêmicas e complexas sempre vêm à tona. Uma delas, talvez uma das mais antigas, é a questão do aborto. 2 dos 3 candidatos fortes à presidência da república tiveram seus nomes envolvidos nessa complexa questão. Curiosamente, as duas mulheres candidatas: Dilma Rousseff e Marina Silva. Ambas foram acusadas de serem a favor do aborto e por isso foram julgadas por muitos. No mundo evangélico, a cristã Marina teve a desaprovação pública do badalado Pastor Silas Malafaia. Sobre esse assunto tão complexo, vou deixar a minha opinião. Importante ressaltar que citei o quadro político envolvido na questão apenas para mostrar que a discussão está em pauta em todos os lugares. Não tomarei partido nenhum no que diz respeito à política nesse texto.

Com o tema predominando em muitas rodas de discussão, troquei idéias com o meu mano André Ferraz (que, por sinal, disse que não tem escrito por algumas questões. Logo voltará a fazê-lo) e chegamos a conclusões parecidas: O aborto NÃO pode ser tratado de forma geral como ele é tratado. As pessoas acabam sendo muito extremistas ao falar sobre o aborto. Ou são totalmente contra, ou são totalmente a favor. Eu sou da opinião de que cada caso é um caso e deve ser analisado individualmente e não no contexto geral como é feito.

Vou citar um exemplo simples: Como negar o direito de uma mãe e um pai que terão um filho condenado a nascer sem cérebro de optar pelo aborto? Quem cuidará desse filho e apenas cultivará o seu caminho para a morte são os pais, mesmo que a fé diga e, às vezes, prove o contrário. Ou então, não é legitimo que uma mulher estuprada e engravidada por um ninguém tenha a opção de não ter esse filho? Um filho que será para sempre marcado como fruto de um corpo violado e de uma mancha na história daquela mulher.

E sobre este último caso, meu mano mostrou um lado interessante da discussão. Ele usou o termo que dá titulo a este texto: “Aborto Vivo”. Dizia ele que, caso essa criança viesse a nascer, provavelmente ela não seria mais do que um aborto vivo. A não ser que uma alma caridosa traçasse um caminho diferente para essa criança, haja vista que em geral as mulheres que sofrem desses casos não têm condições de criá-lo, este seria mais um marginalizado, mais um das ruas, mais um que iria carecer de mim e de você para sobreviver todos os dias, além do peso que este carrega, como já foi dito. Vale a pena?

Obviamente, não incluo nessa discussão as gravidezes acidentais, mal planejadas por meninas mal informadas ou autoconfiantes. Estas, independente da situação, devem arcar com as conseqüências dos seus atos e assumirem a nova vida que está por vir.

Então, concluo que, em minha opinião (é bom que se diga), o aborto deve ser estudado individualmente. Compreendo todos os lados desta discussão, pois todos têm algo de razão por trás. Mas acho que se deve dar o direito aos pais em casos extremos. Tudo bem que não condiz a nós determinar nem a vida, muito menos a morte. Porém, devemos agir com racionalidade em determinados casos. Afinal, falamos olhando o caso do lado de fora. Só quem já passou por isso sabe o peso desta decisão e do quão ela é importante.

Abs,

Rodrigo Gomes (Tato)

Anúncios

Sobre Rodrigo Gomes

Um apaixonado por Jesus e que quer, cada vez mais, tornar-se semelhante a Ele. Buscando um coração justo e sincero, e o amor ao próximo.

»

  1. Carol Pezzolo disse:

    Ola
    concordo e discordo com vc…boa essa neh…rs…
    Tbm acho que o aborto é uma decisao pessoal e depende do caso(como no estupro ou numa criança encéfola(termo tecnico pra ´´sem cérebro´´)rs…..porém acredito no direto a vida dessa criança e de sua alma e os planos de Deus pra ela, e no caso desse Aborto Vivo, penso que esse possivel marginal pode ter sua vida mudada por Deus, ou como vc disse, alguma familia pode dar uma criaçao e amor pra ela……ai podemos citar…ahh se a mae de Hitler tivesse abortado, a tragédia do holocasto nao teria aconteçido,será que nao..duvido muito…..bom penso que Deus quando olha pra toda essa questao do Aborto,Ele olha com misericordia e traça o plano maior Dele pra cada caso….e nos dá a sabedoria para decidir..nao podemos esqueçer…ELE EM TUDO É SOBERANO…
    bom…minha opniao..rss
    bejuss tato

    Ca

  2. Rodrigo Gomes disse:

    Viu só como é difícil descutir essa questão de um modo geral? Não consigo sequer generalizar os casos dos encéfalos. É uma questão muito pessoal. Somente uma decisão sensata e com o direcionamento divino é que pode fazer o melhor.

    Minha única intenção no post foi dizer isso: Nem tanto ao sim, nem tanto ao não. Temos que ser sensatos e racionais para entender que cada caso é um caso. E nisso acredito que você concorda comigo.

    Bjs,

    Rodrigo Gomes (Tato)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s