“If you wanna make the world a better place, take a look at yourself then make a change”

(“Se você quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe para você mesmo e faça uma mudança”)

Essa frase poderia muito bem ser de uma bela canção de um cantor “gospel”, não? Aposto que todos a gritariam com lágrimas nos olhos e aos gritos de “Aleluia!”. Pois é… Saiba que se trata de uma canção de Michael Jackson, perseguido e acusado, enquanto vivo, das mais diversas acusações. Esse é só um pequeno exemplo de que as pedras têm clamado, enquanto nós ouvimos as pedras e nos acomodamos, já que as pedras têm cumprido nosso dever.

Um exemplo mais sério e real de que as pedras clamam, é que grandes exemplos de atos nobres são dados por aqueles que nós julgamos. Temos o caso, muito bem lembrado pelo André Ferraz, na pregação feita por ele ontem (que deu origem a idéia deste post), da família Ota, que relata a história de um homem que teve seu filho seqüestrado e assassinado por um de seus seguranças e, mostrando um caráter que deveria ser o nosso, foi até a prisão onde estava o seu ex-funcionário e liberou o perdão sobre ele. Só para constar, como se isso fizesse alguma diferença, Ives Ota é espírita. Enquanto isso, pastores atacam uns aos outros em rede nacional e na internet por causa de diferenças do passado.

Outro exemplo, este bíblico para exemplificar melhor o que quero dizer, é a história do Bom Samaritano, também citada pelo André ontem. A famosa história relata sobre um homem carente de ajuda, caído na estrada que levava ao templo. Por lá passaram levitas e sacerdotes e nenhum destes se dispôs a ajudar aquele homem. Apenas quando um samaritano, povo historicamente inimigo dos fariseus, ao qual também fazia parte aquele homem, fez questão de ajudá-lo. E o fez, sem olhar quem estava caído. As pedras clamaram de novo, já que os “escolhidos” preferiram passar longe.

E isso ocorre em muitos outros exemplos. Não somos os mais “famosos” por fazer ações sociais, ajudar ao próximo… Enfim. O importante é que isso me incomoda e ontem pude perceber que não sou o único. Quando reclinei minha cabeça para orar, um choro incontrolável tomou conta de mim. Um choro de amargura, de desespero. Um clamor que vinha do fundo da alma e saia entre soluços, quase impedindo que qualquer palavra fosse dita. Era a angústia de quem não tem feito nada. A angústia de quem ouvia a verdade, não pela primeira vez, e ela carregava um peso que eu não podia suportar. Fui ao chão, desabei. E esse era o efeito esperado.

Os maiores avivamentos só vêm em tempos de angústia. Essa foi a frase mais marcante da pregação de ontem. Se a palavra não viesse com esse peso, com essa angústia, quase uma ofensa para nosso ego, nossa superioridade cristã, ela não causaria o mesmo efeito. Por isso, tenho a certeza de que muitos saíram com a cabeça mudada daquele lugar. Outros, já conscientes, começarão a tomar atitudes de verdade. E é por isso que resolvi escrever sobre o tema. Espero ter passado a mesma intensidade com que fui acometido ontem. As pedras estão clamando, e a bíblia diz que isso só aconteceria se nós não clamássemos. Esse peso incomoda, logo, você vai querer se livrar dele. E isso é bom, muito bom.

Abs,

Rodrigo Gomes (Tato).

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Sobre Rodrigo Gomes

Um apaixonado por Jesus e que quer, cada vez mais, tornar-se semelhante a Ele. Buscando um coração justo e sincero, e o amor ao próximo.

Uma resposta »

  1. Adriana disse:

    Creio que uma nova historia esta por acontecer em nossas vidas. deus te abençoe

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