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Vivemos no tempo da graça. Essa deve ser a frase que mais ouço no meio cristão nos dias de hoje. A mesma que deveria ser um agente misericordioso, porém doutrinador, hoje se tornou uma grande zona de conforto para a maioria dos que se dizem cristãos. Os mesmos que vivem um evangelho tão vazio e fácil, que parecem não perceber a responsabilidade que existe em ser um seguidor de Cristo.

A graça nada mais é do que a misericórdia constante que Deus tem por nós. Pecadores como somos por natureza, a graça nos ajuda a caminhar pelos caminhos de Deus mesmo quando tropeçamos. E é natural que seja assim. As pedras sempre vão surgir (muitas vezes, nós mesmos espalhamos pedras pelo nosso caminho), mas a graça nos sustenta e nos ajuda a levantar.

O problema é que a graça virou uma muleta para muito cristão que não quer se consertar. Concordo que os tempos mudam e com ela mudam os costumes, a visão de mundo e até o certo e o errado se confundem. Porém, não posso aceitar que existam pessoas que baseiem a sua prática de evangelho unicamente na graça. A graça não é o centro do evangelho. Jesus é o centro. E Jesus não viveu escorado na graça, transferindo responsabilidades.

E não estou aqui pregando uma vida de plena santidade e totalmente independente da graça divina. Isso é absolutamente utópico e quem sou eu, pecador como sou, para pregar algo dessa magnitude. Mas a graça simplesmente não pode ser uma válvula de escape para nossas responsabilidades como cristãos. A graça é de graça e é para todos, porém isso não significa que o homem novo seja espelho do homem velho e que as seus novos deveres sejam jogados para a graça.

“Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?

De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.

Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição; Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado.”

Romanos 6:1-6

Abs,

Rodrigo Gomes (Tato)

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Sobre Rodrigo Gomes

Um apaixonado por Jesus e que quer, cada vez mais, tornar-se semelhante a Ele. Buscando um coração justo e sincero, e o amor ao próximo.

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